terça-feira, 13 de abril de 2010

Ébrio

Joguei! E perdi. Tudo aquilo que gostava pus na mesa. Numa jogada arriscada, perdi tudo aquilo que tinha. Tudo o que amava vi partir por entre os dedos, enquanto desesperadamente tentava amarra-los! Mas escorriam por entre os dedos, como água, a qual não podemos agarrar! O que custa é saber que não puderei recuperar isso. Não, não falo dos 5000 euros que perdi estupidamente numa noite de jogo, mas sim dos bens essencias para o ser humano, tais como os afectos, os carinhos, as palavras carinhosas, os gestos pequenos que tão bem me sabiam! Perdi-os, e agora nãos os recuperarei!
Agora restam-me as recordações dos tempos que partilhamos! Das alegrias e tristezas que juntos passamos! Daqueles passeios, das danças... Èbrio sou! Agora a bebida exulta o meu lado selvagem, onde não há hipotese de me controlar. Mundo de loucura, devaneios e desvarios ao qual agora faço parte. Não sou mais do que um simples moribundo que pelo mundo passa... Sou apenas mais um génio do mal que circula vaidosamente pelas ruas da cidade, sou estrela que, sem luz, não guia ninguém, sou sol que sem raios não ilumina ninguém, sou lua triste que á noite não lança as luzes sobre o mundo!
Apagam-se os candieiros, e eu regresso á gruta da qual não deveria ter saido. No caminho ouço alguém que me chama "bicho do mato"!
Sigo, á procura de uma vida nova. É dificil...

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