Caros amigos:
Há momentos nas nossas vidas que parecem não ter fim. Se nos momentos alegres, o tempo passa a voar, nos momentos mais tristes o tempo parece que demora a passar. Vou-vos falar destes momentos tristes. Quando parece que já batemos no fundo, há sempre algo que desperta a nossa mente, nem que seja o facto de sabermos que há pessoas que sofrem muito mais que nós. Quando menos esperámos as lágrimas de alegria que escorrem pela nossa cara, são agora lágrimas de tristeza. E aí, por norma, agarramo-nos ás recordações, ás bonitas lembranças de todos os momentos que passamos nesta longa jornada, que se chama vida. Quem me conhece, sabe que sou por norma uma pessoa alegre, bem disposta, com um espirito catraio (há quem diga que talvez de mais), mas também sabe que sou uma pessoa que sofre. E por ter este lado bem alegre, quando sofro, sofro talvez o dobro das outras pessoas. E é nestes momentos que me lembro dos meus amigos (quem seria eu sem vocês??), dos meus pais (exemplos para todos nós, mais, heróis), das longas noites de Verão que partilhei com todos vós, do apoio que sempre me deram. Mais, nestas alturas em que nos sentimos fracos e que derramamos lágrimas (não tenho vergonha de o admitir, porque chorar só nos dignifica ainda mais) e que parece que o mundo nos caiu em cima, eu relembro aquelas noites de acampamentos dos Escuteiros, a beber whisky ao luar, a rir, a criar laços de amizade muito estreitos. Lembro daqueles momentos tão lindos em Esposende, sentados na praia, simplesmente a existir, a "curtir", a cantar e a nos divertirmos como loucos. Daqueles dias e noites intermináveis no "caminho", a fazer as nossas palhaçadas, das noites de copos na Universidade, com amigos que conheci e ficaram para o resto da vida! É nesta alturas que relembramos as nossas paixões, aqueles passageiras tal como aquelas duradouras, em que partilhamos sentimentos belos, outros nem tanto, mas que tanto nos ajudam a crescer... Lembro-me da Póvoa de Varzim e de tudo que tive contigo (que tão belo foi e continua a ser), lembro-me de "Shakespeare in Love" e dos bilhetinhos de amor, com promessas de amor eterno (coisas tipicas de miúdos, mas que perduram para sempre), lembro-me do James Dean (magnificas tardes que lá passei), lembro-me de ver alguém a partir um dente a uma aluna com uma pedra (não foi "lambe-cricas"??), aquelas tardes de matrecos e ping-pong no Carlos Amarante, as viagens loucas no famoso "Renault 19", os lanchinhos da tua mãe, das noites de cinema as quintas feiras, da Nossa Senhora do Tupete, dos "meetings internacionais", das grandes noites no Pacha (´"já disse não dou 15 euros pó Buhda!!!), de ter que ir a cabido de cardeais para defender alguém de quem muito gosto, das noite no 4fun, de beber Muralhas e comer Vienneta, de tanta coisa...
E quando penso nisso, recupero a alegria que tanto me caracteriza! Por isso é mais que justo que vos faça aqui uma pequena homenagem, meus amigos, visto que sem vocês, eu não seria o que sou agora! A nossa amizade nunca há-de morrer, independentemente de estarmos longe ou perto, isso eu vos garanto!
Chinca
quarta-feira, 21 de abril de 2010
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K vonito!!!!! mto obrigado maninho pela homenagem!! te tou com lagrima no canto do olho ;)
ResponderEliminarprofundo...Também tou com lágrima no canto do olho...Tenho que ir ver esta alergia urgentemente.lol Muito bom, bro.
ResponderEliminarTão lindo oh chinca =,)
ResponderEliminartonicho
nem te lembras de mim nestes textos;(
ResponderEliminarmas tás perdoado